Veja como foi construído o Athletico-PR, adversário do Inter na final da Copa do Brasil

Um time com jogadores feitos em casa agregados a outros garimpados no mercado sem custo ou, no máximo, por um valor bem acessível. Assim é este Athletico-PR que desafia o Inter na final da Copa do Brasil. Há casos de sucessos imediatos, como o do lateral Khellven, que chegou em 2018 para o sub-17, e outros que são exemplos de vida, como o meia Nikão. Confira.

Goleiro Santos
Chegou ao Athletico em 2008, aos 18 anos, buscado no Porto-PE. Chegou com Rômulo, hoje no Grêmio, e Rogério, ex-São Paulo e atualmente no Bahia. Só virou titular no ano passado, com a venda de Weverton ao Palmeiras. Tem 29 anos e estava no time B, com Tiago Nunes, campeão paranaense em 2018.

Khellven
Potiguar, tem 18 anos e chegou ao Athletico em agosto de 2018, para sub-17. Foi descoberto em um jogo treino contra o Guarani, de Palhoça. Fechou o ano no sub-19, disputou a Copa SP e acabou inscrito para o returno do Paranaense, em março. Com a lesão de Jonathan e o impedimento de Madson de enfrentar o Grêmio, ganhou lugar na semifinal e ficou.

Robson Bambu
Tem 21 anos e 1m84cm. Chegou de graça em dezembro, depois de encerrado seu contrato com o Santos, pelo qual fez nove jogos no profissional. Disputou o Paranaense com o time B, mas não se firmou no grupo principal. Era a sexta opção da zaga. Mas Paulo André se aposentou, Thiago Heleno foi suspenso por doping e Pedro Henrique não pode jogar a Copa do Brasil por ter atuado no Corinthians. A chance apareceu, e ele aproveitou.

Léo Pereira
Tem 23 anos e foi lançado no Athletico pelo técnico espanhol Miguel Portugal em 2014, aos 17 anos. Sua estreia, por coincidência, foi contra o Inter, no Beira-Rio. Mas oscilou e passou a ser emprestado: Náutico, Guaratinguetá e Orlando City. Voltou ao clube em 2018, no time B, de Tiago Nunes, para, enfim, se afirmar.

Márcio Azevedo
Ficou livre no Shakhtar Donetsk em julho de 2018, depois de cinco anos na Ucrânia. Voltou ao Athletico para ocupar o lugar de Carletto, vendido ao Al Ittihad. Com a venda de Renan Lodi ao Atlético de Madrid, virou titular depois da Copa América. Aos 33 anos, está na segunda passagem pelo clube.

Wellington Martins
Estava afastado no Vasco, pela polêmica foto com Paulão, Galhardo e Fabrício ironizando as vaias da torcida, quando chegou ao Athletico em julho. Sem custos, já que rescindiu com o São Paulo, dono dos seus direitos. Assinou por um ano, mas como virou titular e um dos líderes do grupo, renovou até o final de 2020. Tem 28 anos e vive seu melhor momento, depois duas cirurgias de reconstrução do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo, em 2012 e 2104.

Bruno Guimarães
Carioca, 21 anos, chegou ao Athletico em maio de 2017, depois de ter sido titular de Fernando Diniz no Osasco Audax. Entrou em cinco jogos apenas nesse ano. Em 2018, atuava no time B, de Tiago Nunes, e no principal, de Diniz. Com a chegada de Tiago ao time de cima, foi efetivado e virou referência da equipe.

Nikão
Aos 27 anos, pode-se dizer que o Athletico o salvou. Nikão chegou à Arena da Baixada em 2015, vindo do Ceará. Havia rodado por Atlético-MG, Bahia, Vitória, Ponte Preta, América-MG e Linense e saído de todos com a fama de baladeiro. No Athletico, recebeu a atenção da qual necessitava. Seu problema não eram as noitadas, mas a dependência do álcool, iniciada aos 12 anos e cuja origem talvez esteja numa infância em que não conheceu o pai e perdeu a mãe aos nove anos.

Léo Cittadini
Volante, 25 anos, veio sem custos do Santos, em janeiro. Como recusou as ofertas para renovar, foi escanteado a partir de agosto na Vila Belmiro. Por isso, demorou a engrenar no Athletico. A suspensão de Camacho, por doping, e a queda técnica de Lucho González, 38 anos, abriram espaço para ele. Seu grande jogo foi contra o Grêmio.

Marco Ruben
Veio do Rosario Central por apenas US$ 200 mil e salário, segundo informações da imprensa paranaense, de US$ 80 mil mensais, o maior do grupo. Para ficar com o centroavante no final do ano, o Athletico precisará pagar US$ 1,9 milhão ao Rosario. Em 30 jogos pelo clube, ele já fez 10 gols.

Rony
Tem 24 anos e chegou ao clube em julho do ano passado. Foi uma aposta, já que estava sem atuar desde 2 de dezembro de 2017 e havia deixado o Albirex Niigata, do Japão, de forma litigiosa. Os asiáticos reclamaram abandono de emprego e alegam que ele havia assinado por três anos. Só que Rony rompeu o contrato com o Cruzeiro, que era dono dos direitos em março do ano passado e se declarou atleta livre. O Athletico bancou, o que Botafogo, no qual chegou a treinar, e Corinthians não fizeram. Rony surgiu no Remo e foi levado pelo Cruzeiro. Seu grande momento, porém, foi no Náutico, em 2016, de onde partiu para o Japão.