Grêmio e Inter lideraram o movimento para discutir o futuro do Gauchão

Grêmio e Internacional lideraram o movimento para discutir o futuro do Campeonato Gaúcho de 2020. Foram os rivais de Porto Alegre que instigaram a reunião de hoje (16) na FGF (Federação Gaúcha de Futebol) para definir pela paralisação do estadual. A dupla Gre-Nal puxou a fila dos clubes que queriam a suspensão, mas não encontrou unanimidade.

O movimento começou com o Tricolor. Com jogadores e comissão técnica entrando em campo usando máscaras para a partida contra o São Luiz, no domingo, que já teve portões fechados, os azuis mostraram sua posição. Firme e irredutível, o clube manteve postura pela suspensão do torneio.

Mais tarde, dois jogadores do Inter puxaram a fila de manifestações em redes sociais. Musto e D’Alessandro pediram que os torneios no país fossem parados. Nos momentos que antecederam o jogo com São José, também com portões fechados, ou mesmo depois da partida, o Colorado foi forte na posição pela paralisação.

Na reunião, na manhã de hoje, na sede da Federação Gaúcha de Futebol, Inter e Grêmio puxaram a fila dos clubes que defenderam a paralisação. Estiveram acompanhados pelos outros dois clubes de melhor divisão no Estado, Juventude e Brasil de Pelotas. O Esportivo e o Pelotas também fizeram parte do grupo.

“Estivemos bem desarmados na reunião, queríamos mais ouvir a maioria. Mas é uma questão de saúde, não de futebol. Acho que prevaleceu o bom senso. Se nós tentássemos continuar e o Sindicato (dos Atletas Profissionais do RS, também representado na reunião) interrompe o campeonato poderia parecer uma irresponsabilidade. Vamos aguardar e debater neste período”, disse o presidente do Juventude, Walter Dall Zotto Jr., ao UOL Esporte.